sexta-feira, 6 de novembro de 2026

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BC do Paraguai inicia devolução de depósitos do Ueno Bank; Peña renuncia

Mais de 722 mil correntistas entram na primeira etapa; clientes sem conta em outra instituição e estrangeiros terão de esperar uma fase posterior.

Escrita por inteligência artificial a partir das fontes abaixo e conferida automaticamente · 06 de nov. · 15:08

Uma ampulheta contém poucas moedas genéricas na parte inferior e muitas outras aguardam na parte superior.
Ilustração gerada por inteligência artificial

O Banco Central do Paraguai começou nesta sexta-feira, 6 de novembro, a devolver depósitos bloqueados após o Ueno Bank entrar em processo de resolução por insolvência. A crise também levou o presidente Santiago Peña a anunciar sua renúncia na quinta-feira, enquanto o Congresso iniciou um processo de impeachment contra ele.

Segundo o jornal paraguaio ABC, citado pelo InfoMoney, a primeira etapa da restituição abrange mais de 722 mil clientes. Para receber agora, é preciso ter até 10 milhões de guaranis depositados, não dever ao banco e possuir conta em outra instituição financeira do país. O BC escolheu esse grupo porque transferir os valores exige menos procedimentos, de acordo com seu presidente, Pedro Acosta.

Outros 262 mil correntistas, que usavam apenas o Ueno, terão de aguardar uma fase posterior. Nela, bancos participantes deverão abrir contas temporárias para receber os recursos. A nacionalidade não será critério de exclusão, mas estrangeiros sem conta em outra instituição também precisarão esperar. O prazo dessa etapa não foi informado. Depósitos mantidos em dólares serão devolvidos em guaranis, conforme a legislação paraguaia, segundo as autoridades.

Os números sobre o total de clientes variam entre as fontes: o InfoMoney cita 2,9 milhões, enquanto o Guardian fala em cerca de 3 milhões. A crise ganhou dimensão política após o banco, que cresceu rapidamente nos últimos anos, ser colocado sob resolução por insolvência. Executivos foram presos e os depósitos de clientes ficaram bloqueados.

Peña havia sido acionista do grupo controlador do banco até o início do ano passado, segundo o Guardian. O ex-presidente afirma que não cometeu irregularidades e que vendeu suas participações. Parlamentares acusam-no de possível conflito de interesses por relações com a instituição e pela gestão de recursos públicos e de fundos de pensão. Essas acusações ainda não são uma conclusão judicial.

A renúncia ainda precisa ser aceita pelo Congresso. Nesse caso, o vice-presidente Pedro Alliana assumiria, embora também tenha sido citado em suspeitas relacionadas ao caso — que ele nega. A Câmara aprovou por unanimidade a abertura do impeachment, agora encaminhado ao Senado. O processo de devolução, por sua vez, segue sem data anunciada para a etapa destinada a quem não tem conta em outro banco.

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