Economia
Senado destitui Santiago Peña após crise do Ueno Bank no Paraguai
Ex-presidente será investigado e foi colocado em prisão domiciliar, segundo o Guardian; Pedro Alliana assumiu o cargo até 2028.
Escrita por inteligência artificial a partir das fontes abaixo e conferida automaticamente · 07 de nov. · 17:33

O Senado do Paraguai destituiu Santiago Peña na sexta-feira, 6 de novembro, por mau desempenho de funções, em um julgamento político ligado à crise do Ueno Bank. A votação terminou com 44 votos pela remoção, nenhum contrário e uma ausência, segundo a Exame. A Constituição exigia 30 votos para aprovar a medida.
A destituição ocorreu apesar de Peña ter anunciado a renúncia um dia antes. A sessão conjunta que deveria analisar o pedido terminou sem decisão por falta de quórum, depois que parlamentares governistas deixaram o plenário. Com a remoção, Peña perde o direito a uma cadeira vitalícia no Senado e ao foro associado a ela, informou a Bloomberg Línea à Exame.
O vice-presidente Pedro Alliana assumiu a Presidência e deve permanecer no cargo até agosto de 2028, sem nova eleição, de acordo com a Exame. A Vice-Presidência ficou vaga, e o Congresso terá de escolher um substituto. A Câmara dos Deputados rejeitou uma acusação de julgamento político contra Alliana.
A crise começou em 2 de novembro, quando o Banco Central do Paraguai abriu um processo de resolução do Ueno Bank. Segundo a Exame, a autoridade identificou que o índice de solvência da instituição estava abaixo de 50% do mínimo exigido. A medida congelou mais de 3 milhões de contas, de acordo com a publicação. O Guardian, por sua vez, informou que 2,9 milhões de pessoas eram clientes do banco e ficaram sem acesso ao dinheiro. Os dados se referem, respectivamente, a contas e a pessoas.
A crise financeira também se tornou uma questão política por causa das relações entre Peña e o grupo controlador do banco. Entre as acusações apresentadas no Congresso estão conflito de interesses e o direcionamento de recursos de fundos de aposentadoria à instituição. As alegações ainda precisam ser apuradas; a destituição é uma decisão política, não uma condenação criminal.
O Senado encaminhou o processo à Procuradoria-Geral. O Guardian informou que Peña foi colocado em prisão domiciliar após a votação e que o Ministério Público investiga suspeitas de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. A Reuters, em relato publicado pelo InfoMoney, informou que a crise do banco congelou o acesso a milhões de contas.
De onde veio esta matéria
- ExameImprensa
- The Guardian BusinessImprensa
- InfoMoneyImprensa
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